quarta-feira, 25 de junho de 2008

Hospedeiro do Bem e do Mal

.


Apenas uma alma aberta, com sentidos expandidos, já será suficiente.



“Por quanto ainda te dominará
Este velho ser traiçoeiro
Apegado a tudo que é exterior?”

" Há em cada ser humano da Terra um padrão de dualidade. De forma que cada pessoa tem dupla personalidade. Um atraso evolutivo é não estar consciente disto. Falo da consciência real, e não apenas tomar conhecimento. Pois mesmo para a informação de natureza superior ela pode ser dominada por um ou por outro aspecto da personalidade.
A dualidade é assim:
Um é o ser exterior, que vive pelo que é de natureza material. É um ser sensorial, e em sua conduta resume tudo que é prejudicial ao indivíduo no sentido da libertação do apego. É a parte trevosa do indivíduo. Um ser bruto, que sofre de cegueira espiritual.
O outro é o ser divino ou “eu superior”, que é a verdadeira e última natureza de cada ser humano. Ele é doce e compassivo. Amoroso, calmo e atento ao que é de natureza espiritual.
Muito se ouviu dizer que a Terra é um planeta que está na zona do livre arbítrio. Isto quer dizer que aqui as pessoas podem optar por dar ouvidos à voz do seu ser exterior ou podem decidir-se a agir conforme a orientação do ser divino.
É como se diz: “o bem e o mal coexistem dentro de você”. Só que o bem é eterno e o mal é transitório. O mal é fadado a extinguir-se assim que a pessoa percebe que está sendo enganada pelo ser exterior, o qual vem alimentando por ignorância, por apego a reações viciadas.
Falar sobre a dualidade dá margem a profundas reflexões, e um dos aspectos que não pode ser ignorado, por ser óbvio, é que na Terra o mundo dos humanos optou por ser governado pela parte exterior da personalidade. De forma que, de modo geral, quem é profundo é considerado um excêntrico, e pode não ser muito bem visto pelos costumes locais.
É tradicional e perfeitamente aceitável estar condicionado pelos assuntos triviais, pelas distrações, ou quando se fala em problemas a vez é dos problemas ligados ao mundo material. É pouca a investigação em torno das questões espirituais e mesmo isto foi exteriorizado pelo apego às histórias arcaicas de um livro velho chamado bíblia, do qual salvam-se poucas passagens que conduzem ao verdadeiro ser divino e a maioria encontra-se no novo testamento, ou evangelho, também conhecido como “boa nova”. Mas também a mente exterior exteriorizou o cristo Jesus, apegando-se demais à sua crucificação e quase não se esforçando por captar sua mensagem de amor.
Mas voltemos ao assunto:
O ser exterior é forte pois é constantemente alimentado pela inércia de bilhões de mentes na ignorância. Conectar-se ao ser divino exige uma boa dose de interesse, esforço e dedicação. Raríssimos conseguem fazê-lo, ao menos alguns minutos ao dia, em momentos de oração, meditação ou algo parecido.
Quando uma pessoa entra em um campo de prece, alimenta seu “eu superior” dando-lhe forças para que ele se liberte do ser exterior. Isto só é possível com disciplina e constância, evitando, como se diz, “cair em tentação”. Esta queda é na verdade soltar a mão do seu ser divino, passando a fazer tudo com o pensamento exclusivamente voltado para a satisfação imediatista. Vejamos o sexo como um exemplo: pode ser meramente sensorial ou, quando guiado pelo ser divino, passa a ser praticado com amor pela parceira ou parceiro sexual, neste caso numa relação monogâmica.
Mas há atividades que não possuem nada de superior, como os vícios por exemplo, que são na verdade formas de aumentar a força sombria e o domínio do ser exterior, retirando a energia necessária ao levante e à vitória do ser divino.
Tudo que fazemos ou dá forças ao ser exterior ou ao ser divino.Mas na Terra inteligências sombrias calibraram o padrão das mentes para vibrar na faixa do ser exterior e suas parafernálias ilusórias. E nós continuamente a isto nos submetemos cegamente.
Nós passamos os dias agindo como seres exteriores e nem nos damos conta disso.
Ou somos incapazes de parar cinco minutos ao dia para mentalizar a luz divina, respirando com profundidade, e geralmente pegamos o bonde do stress logo nas primeiras horas do dia e seguimos ao longo deste dia como autômatos do consumo, ou feito loucos que acham que o dinheiro é a coisa mais importante na vida.
Nosso ser exterior é capaz de magoar os outros com incrível facilidade, pois detesta ser incomodado, ou contrariado, e não é de seu feitio ter paciência.
E assim, sucessivamente, muitas são as armadilhas de baixa vibração que constituem o círculo vicioso em que o exterior impera e o superior apenas espera, ao longo de muitos renascimentos em que nos martirizamos na longa noite do SAMSARA (ciclo dos nascimentos e das mortes). - Targon Darshan."


Será que por uma decisão de ser livre, você que lê esta mensagem vai optar por dar atenção ao seu verdadeiro ser, aprendendo a viver em sintonia com o Espírito?
Sinceramente espero que sim, pela sua felicidade.


Com amor,
sempre,

Alair

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você gostou deste blog?