terça-feira, 23 de junho de 2009

ENCURRALADOS !!!


ENCURRALADOS - Eis aí uma grata surpresa: o nome original do filme: "Butterfly on a wheel" - literalmente quer dizer "Borboleta na roda" (uma alusão à força empregada em demasia para destruir algo frágil).

ENCURRALADOS é um filme que surpreende justamente por ser mais do que aparenta. No princípio começa de forma suave, e com o desenrolar da trama lhe prende como uma teia num intrigante conspiração, chegando a um final totalmente inesperado e surpreendente.

Neil e Abbey Randall (Gerard Butler, de "300" e Maria Bello, de "Marcas da violência) vivem o que parece ser o sonho americano: uma bela casa, um belo carro, uma bela filha, um belo emprego e tudo parece ir de vento em popa na vida do casal. O publicitário é um dos queridinhos do seu chefe no escritório onde trabalha e tudo indica que receberá uma promoção em breve. Num belo dia em que Neil se prepara para passar o final de semana no chalé do chefe e Abbey vai aproveitar para sair com uma amiga, eis que surge Tom Ryan (Pierce Brosnan), um sujeito aparentemente louco, que diz ter seqüestrado a filha do casal, Sophie. Suspeita confirmada, os dois passam a ter que seguir ordens que beiram o ridículo, como conseguir 300 dólares para pagar a conta do restaurante e entregar uma caixa em um endereço qualquer num prazo de tempo determinado, bem ao estilo "Duro de matar III". Nesse momento é que o filme começa a envolver pela atitudes meio sem sentido, pois as tarefas que Tom Ryan encarrega os dois de cumprirem parecem tão infantis quanto inconseqüentes. Se nesse ponto você, como espectador, se sentir intrigado, é justamente o que o seqüestrador quer causar não dando qualquer explicação aos Randalls, o que torna o caso cada vez mais inverossímel, ao menos do ponto de vista do casal.
Mas eis que ocorre uma reviravolta muito bem planejada pelo roteirista William Morrissey, que lança luz à alguns detalhes que os mais observadores não haviam conseguido entender. Vale também pela conclusão, que explica tudo de uma forma simples, mas deixa o final em aberto, ao encargo da imaginação de cada espectador: afinal, eles ficam juntos ou não?...


FICHA TÉCNICA
Elenco: Pierce Brosnan, Gerard Butler, Maria Bello, Emma Karwandy.
Direção: Mike Barker.
Origem/Ano de produção: Canadá-Inglaterra/2007.
Duração: 98 min.

E eis que o filme nos sugere uma REFLEXÃO:

A propósito o perdão é um dos maiores conflitos que se apresentam ao ser humano.

Todos querem ser perdoados, mas confessam ter uma grande dificuldade em exercer perdão.

Por quê?

A principal razão está na natureza do dano que deve ser colocado de lado, reparado.

Quando perdemos algo material, depois de não muito tempo assimilamos o revés.

O perdão, contudo, envolve algo mais subjetivo, que até o universo jurídico trata sob a definição de "dano moral".

Mesmo recebendo uma retribuição financeira, em face de tal agravo, não parece haver compensação.

Os danos que atingem nossa alma, nossa honra, nosso ser interior são oportunidades roubadas.

Como a vida é tão semelhante as nuvens, que passam e não voltam; como reavê-las uma vez perdidas? (Os 6:4)

Elas não têm consistência, não podem ser pegas com as mãos, mudam de forma a cada minuto.

Estará, assim, a proposta do perdão prejudicada, tornada impossível e ilusória?

Eis que ao impasse surge uma resposta:

"Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem", e isso quer dizer perdão (Isa 4:22).

Considerar que a nuvem da oportunidade de sermos corretos, não é mais que um meio de esquecer o dano.

Porque a nós é tão dificil considerar névoa as oportunidades que nos tomaram, e perdoar?


"E n q u a n t o

i
s
s
o
.
.
.



Aqui na Terra nossa humanidade represa e contém esta circulação de Vida através de cada mentira, tanto daquelas que diz quanto também as que engole passivamente, como se não fosse assunto dela. Cada mentira nos confina e exclui dessa graciosa circulação infinita de Vida, nos limita a uma existência aquém de nossa capacidade e talento. Todas as mentiras são constrangimentos que teremos de solucionar em algum momento do destino, tanto as nossas em particular quanto as institucionalizadas, aquelas que se manisfestam a insolência oficial com que se trata a Vida.

Mas nada, nenhum constrangimento, há de ser tão assustador neste universo; todas as dificuldades do caminho lhe servirão para aperfeiçoar os planos".
Posted by Picasa

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