
Sempre alimentei alguma solidão... aquela que chamo terapeutica... porque preciso de pensar... de digerir o mundo... de sorrir ou chorar sozinho... de abraçar o que sou para sentir o que quero ser. De me recompensar com o silêncio.
Na solidão posso sentir melhor a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo.
Nela as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.
Saudade n’alma
Sou um amante,
Vivo entre versos,
Poemas e ilusões.
Hei de cantar;
O quanto te quero minha menina,
E de fazer-te minha rainha.
Mas neste instante de solidão,
Só posso oferecer-te,
A lembrança de querer-te,
Nuns pobres versos,
Mas muito ricos,
De meu amor!
Nenê.
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