
Um texto é uma espécie de labirinto de sentimentos entrelaçados e intricados, ele não mostra todo o caminho que deveria com clareza mostrar e acaba deixando “buracos”, insinuações, mensagens indiretas. Cabe também ao leitor a tarefa de completar os sentidos. Esse é o trabalho de inferir, fazer inferências. Como não pode haver textos totalmente explícitos, na comunicação há sempre uma informação posta, aquilo que vem claramente expresso, e, por motivos práticos, há também informação pressuposta, que compete ao leitor interpretá-la. O pressuposto, embora não esteja explícito, funciona como referência e orientação para o que será desenvolvido e formulado de forma explícita. A partir de uma informação simples, ativamos um quadro com mil outras informações pressupostas.
Se a origem da palavra texto está vinculada à idéia de tecer, deve-se levar em consideração a importância da harmonização do conjunto, a inter-relação que se dá entre todos os constituintes textuais. A arquitetura primordial da textualização está em alguns procedimentos organizadores, nos quais nunca se deve menosprezar a presença do outro já no primeiro momento de reflexão. Apesar de situações distintas, o ato de escrever jamais se desvincula da leitura e, por isso, passa a se ter um mundo em que o eu criador se regula por causa da presença do outro, posto obrigatoriamente como parte integrante no processo de textualização.
Hoje sabemos que a língua não é um espelho do pensamento como muito já se afirmou. Essa passagem do mundo cognitivo (o que penso) para o mundo textual (o que escrevo) acarreta esforços diferentes. A construção de um texto possui uma estrutura complexa, pois, além de designar as coisas do mundo, cria um entrelaçamento, uma tessitura, um mundo próprio feito de referências internas: o texto comunica e se autocomunica.
Todo processamento de informação exige algum esforço, algum dispêndio de energia mental quanto à atenção, memória e raciocínio. O esforço está numa relação comparativa com os benefícios que são alcançados, os quais, nesse caso, são os efeitos cognitivos. De uma maneira geral, a mente opera de modo produtivo ou econômico, no sentido de alcançar o máximo de efeitos com um mínimo de esforço. Além do conteúdo adequado, deve haver a boa exposição, a capacidade de simplificar o percurso de leitura. Isso, entretanto, não resulta em economia verbal ou pobreza de linguagem, mas sim em adequação entre tudo que está no texto e no contexto.
Nasce a relevância no equilíbrio entre o esforço e os efeitos, entre a Vida e o Sentimento.
É por esse motivo que não ando escrevendo, pressupondo que “compreender envolve não somente o processamento e interpretação de informações exteriores, mas também a ativação e uso de informações internas e cognitivas".
É preciso criar novos caminhos: Cuidar dos pensamentos, Escolher as palavras, Suas Ações, Seus Hábitos, Um Amor.
Posto: “Ando dividido, por não saber lidar com o tempo, que a cada segundo acontece, sem nem mesmo saber como acontece, e me faz esquecer-se de lembrar a hora, entre tantas vontades que nos chegam e transformam nosso Aqui e Agora.”
Pressuposto: “Andar dividido é se questionar”.“O Tempo é um momento de espírito, que pode ser alegre...ou mesmo triste”.
“Ao Aqui e Agora é preciso prestar atenção”.
“O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe”.
Então, até breve...em busca de novos caminhos...
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