A arquitetura primordial da textualização está em alguns procedimentos organizadores, nos quais nunca se deve menosprezar a presença do outro já no primeiro momento de reflexão. Apesar de situações distintas, o ato de escrever jamais se desvincula da leitura e, por isso, passa a se ter um mundo em que o eu criador se regula por causa da presença do outro, posto obrigatoriamente como parte integrante no processo de textualização.
Inferindo o equilíbrio entre o explícito e o implícito
Um texto é uma espécie de labirinto de sentimentos entrelaçados e intricados, ele não mostra todo o caminho que deveria com clareza mostrar e acaba deixando “buracos”, insinuações, mensagens indiretas. Cabe também ao leitor a tarefa de completar os sentidos. Esse é o trabalho de inferir, fazer inferências. Como não pode haver textos totalmente explícitos, na comunicação há sempre uma informação posta, aquilo que vem claramente expresso, e, por motivos práticos, há também informação pressuposta, que compete ao leitor interpretá-la. O pressuposto, embora não esteja explícito, funciona como referência e orientação para o que será desenvolvido e formulado de forma explícita. A partir de uma informação simples, ativamos um quadro com mil outras informações pressupostas:
Posto: “Ando dividido, por não saber lidar com o tempo, que a cada segundo acontece, sem nem mesmo saber como acontece, e me faz esquecer-se de lembrar a hora, entre tantas vontades que nos chegam e transformam nosso Aqui e Agora.”
Pressuposto: “Andar dividido é se questionar”.
“O Tempo é um momento de espírito, que pode ser alegre...ou mesmo triste”.
“Ao Aqui e Agora é preciso prestar atenção”.
“O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe”.
Hoje sabemos que a língua não é um espelho do pensamento como muito já se afirmou. Essa passagem do mundo cognitivo (o que penso) para o mundo textual (o que escrevo) acarreta esforços diferentes. A construção de um texto possui uma estrutura complexa, pois, além de designar as coisas do mundo, cria um entrelaçamento, uma tessitura, um mundo próprio feito de referências internas: o texto comunica e se autocomunica.
Posto: “Ando dividido por estar sem saber cuidar dos pensamentos, que se tornam palavras, em escolher melhor as palavras, porque se tornam ações, em entender as ações, porque se tornam hábitos, em estudar os hábitos, porque se tornam um caráter, tão indispensável ao meu destino.”
Pressuposto: “Cuidar dos pensamentos, Escolher as palavras, Suas Ações, Seus Hábitos, Um Caráter”.
“Tão indispensável ao Destino”.
“Ao Aqui e Agora que pode ser alegre...ou mesmo triste”.
“O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe”.
Se a origem da palavra texto está vinculada à idéia de tecer, deve-se levar em consideração a importância da harmonização do conjunto, a inter-relação que se dá entre todos os constituintes textuais. A arquitetura primordial da textualização está em alguns procedimentos organizadores, nos quais nunca se deve menosprezar a presença do outro já no primeiro momento de reflexão. Apesar de situações distintas, o ato de escrever jamais se desvincula da leitura e, por isso, passa a se ter um mundo em que o eu criador se regula por causa da presença do outro, posto obrigatoriamente como parte integrante no processo de textualização.
Posto: “Ando dividido por viver entre o que desejo e o que devo fazer, por que é preciso respeitar o momento, encontrar a excelência do que desejamos não o seu efeito, encontrar o delicioso hábito de ser e estar para sempre.”
Pressuposto: “Cuidar do momento, encontrar a excelência do desejo, encontrar você”.
“Tão indispensável ao meu Destino”.
“Ao Aqui e Agora que pode ser alegre...ou mesmo triste”.
“O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe”.
Todo processamento de informação exige algum esforço, algum dispêndio de energia mental quanto à atenção, memória e raciocínio. O esforço está numa relação comparativa com os benefícios que são alcançados, os quais, nesse caso, são os efeitos cognitivos. De uma maneira geral, a mente opera de modo produtivo ou econômico, no sentido de alcançar o máximo de efeitos com um mínimo de esforço. Além do conteúdo adequado, deve haver a boa exposição, a capacidade de simplificar o percurso de leitura. Isso, entretanto, não resulta em economia verbal ou pobreza de linguagem, mas sim em adequação entre tudo que está no texto e no contexto. Nasce a relevância no equilíbrio entre o esforço e os efeitos, entre a Vida e o Sentimento.
Posto: Ando dividido, por querer viver o presente de um lindo amor, desejar o futuro somente assim, por anos a amar e nada mais, por que o mundo sem este amor não importa mais, tudo que vier será pra os dois, ou então serás resto de um mundo onde não nos caberá permanecer por que ali não residirá à ventura deliciosa de viver e de te amar.”
Pressuposto: “Viver o presente, encontrar um lindo amor”.
“Pro futuro: amar e ser amado, nada mais”.
“O Aqui e Agora pode ser alegre... ou mesmo triste”.
“O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe”.
É por esse motivo que não ando escrevendo, pressupondo que “compreender envolve não somente o processamento e interpretação de informações exteriores, mas também a ativação e uso de informações internas e cognitivas". É preciso criar novos caminhos: Cuidar dos pensamentos, Escolher as palavras, Suas Ações, Seus Hábitos, Um Amor.
Posto: “Ando dividido, por querer viver o presente e te amar.”
Pressuposto: “Que o viver seja Eterno!!!”.
“Que a ventura de viver seja deliciosa”.
“O Aqui e Agora pode ser alegre... ou mesmo triste”.
"Sejas como for, pro Futuro isso não importa mais por que serás ao seu lado".
"O Amor não adverte".
“Muitas vezes há uma ironia, diz o contrário daquilo que existe."
bjs. Nenê.

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